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sexta-feira, 4 de junho de 2010

A morte da mídia impressa.

Chega a ser engraçado ao mesmo tempo em que é trágico. Incrível como as grandes empresas da velha mídia ainda tentam ignorar a força da Internet.

Não, não irei falar da indústria fonográfica desta vez, mas da mídia impressa, em especial dos Jornais, seria o fim deles? Da esmagadora maioria sim!



Já foi o tempo em que você precisava esperar todo dia de manhã cedo para ver as notícias do dia anterior.

Também já foi o tempo em que você precisava esperar até certo horário para começar a ver o telejornal, e se informar das notícias que aconteceram até o momento da edição. Claro, você só se manteria informado se estivesse com o televisor ligado naquele exato horário.


A internet já se popularizou a mais de 15 anos, e mesmo assim as empresas com sua arrogância característica parecem ignorar a evolução tecnológica e se recusam apenas em tentar mudar de alguma forma seu modelo de negócios. Que na maioria dos casos é o mesmo de quando a empresa foi criada.


Recentemente vi a notícia que um dos principais jornais da França e do mundo, o Le Monde, estaria a venda (fonte: http://migre.me/LHVU). E este tipo de notícia não se limita a europa, aqui na américa latina por exemplo, o jornal argentino Clarín não tem um único assinante sequer e até o The New York Times, a maior marca de mídia impressa do planeta e considerado por muitos a "Bíblia do Jornalismo Americano", anunciou ano passado estar afogado em dívidas, e estaria próximo de uma eminente falência.

A verdade é uma só, quem não se adaptar a internet será varrido por ela.


Anos atrás as empresas que controlavam a mídia eram os jornais. Na maioria das vezes por interferência política eles publicavam aquilo que era conveniente, e o que não era publicado, simplesmente ninguém sabia, como se não tivesse ocorrido o fato.

Duvida do que falei no parágrafo anterior? É só analisar, nunca foi consumida tanta informação antes, e a quantidade de "notícias" praticamente dobrou (claro, nem todas relevantes).

Hoje em dia nenhum jornal consegue ter "exclusividade" em nada. Por mais que garanta notícias "exclusivas" e "mais completas" em formas pagas, em não muitos cliques de distância dali o leitor poderá ver a mesma notícia ainda mais completa em outro site de notícias, e as vezes pior, em blogs ou até mesmo no twitter...

A empresa que controla boa parte da mídia hoje é o Google, e ele não produz um conteúdo sequer, o google não quer ser o destino final como queriam as empresas da velha mídia, mas quer ser o "meio" com que a pessoa chega na notícia e na informação.

Não quero que meus jornais favoritos que acompanho sumam, mas também não quero que a mídia omita informações da população. Tomara que com o tempo a velha mídia aprenda a lição, se é que o tempo lhes dê a oportunidade.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A revolução do U2.

Olá!

Nesta madrugada presenciei um momento histórico da música e da internet. Embora minha banda favorita ainda seja o Radiohead, não há como não admitir: a maior banda do mundo DE FATO é o U2.

Em uma época de guerra entre a mídia digital com as grandes gravadoras, os artistas tem se dividido, cada um defendendo fervorosamente o seu lado e sua opinião.
Antes deste show os 2 grandes “estopins” anteriores nesta guerra, tinham sido até então: A criação do Napster e o lançamento do último disco do Radiohead o ‘In Rainbows’.
Ambos tiveram repercussões diferentes, e afetaram diretamente (e de formas diferentes), a música.

O Napster foi o primeiro compartilhador de arquivos de sucesso, foi ele quem deu início à “guerra” que conhecemos hoje, afinal quem não baixa música hoje em dia? Se ele não tivesse existido, talvez a internet fosse bem diferente do que é atualmente, algo praticamente impossível de se imaginar nos dias de hoje.
Com o Napster surgiram as primeiras brigas judiciais pelos direitos autorais, liderados pelo Metallica. A banda conseguiu até vencer a batalha, mas a guerra estava apenas começando, e o estrago já estava feito, tarde demais. Enfim, não precisa nem explicar muito sobre as conseqüências do Napster.

Muito se discutiu desde então (nada que tenha surtido muito efeito...), e depois de alguns anos e muitos downloads numa bela manhã de quarta-feira (10/10/07), o Radiohead lançou seu sétimo álbum de estúdio, o In Rainbows, pela internet, e pasmem: O “usuário” pagaria o quanto quisesse pelo álbum.
Algo tão simples, mas impensável até então resultou em um grande sucesso de vendas virtuais, de marketing e a turnê do ‘In Rainbows’ ainda foi um tremendo sucesso (passando inclusive aqui pelo Brasil). O Radiohead tinha entrado na briga e trouxe consigo um batalhão de outros artistas.
Resultado? Hoje em dia a maior parte das bandas que fazem sucesso hoje surgiu da internet, e promovem seus discos e shows pela rede. Até os mais conservadores tem lançados singles pela web (vide Roberto Carlos).

Nesta madrugada (26/10) sem dúvida alguma presenciei o 3º momento: O show da maior banda do planeta, o U2 no Los Angeles Rose Bowl, via streaming no Youtube. Foi a maior transmissão via streaming do mundo e milhares de usuários no mundo inteiro pararam para assistir, com direito a interação no twitter, facebook e tudo mais.
Por mais que o Youtube seja popular, isso nunca tinha acontecido antes, e a banda que deu este “pontapé” não poderia ter sido outra. Sim, estava faltando o U2 na briga.

Não que eles tenham oficialmente tomado partido de algo, pelo menos não que eu saiba. Mas a atitude foi incrível, fantástica e genial assim como a do Radiohead. Quem imaginaria acompanhar um show na íntegra do U2 pelo Youtube?

Separei algumas frases dos próprios integrantes da banda que retirei do site: http://www.u2-mofo.com/

veja o artigo na íntegra aqui.

“A música existe em um ambiente onde as pessoas estão realizando múltiplas tarefas simultaneamente e eu acredito que este é um ambiente muito diferente”, afirma Clayton comparando à forma com que ele ouvia música na infância/adolescência.

“Eu acho que se vender é quando você para de acreditar na sua música o suficiente e deixa de tentar explicá-la as pessoas”, Bono

“Os desafios comerciais têm que ser confrontados”, disse Clayton durante uma entrevista nos bastidores do programa “Saturday Night Live”

“Mas eu acho, de certo modo, que o desafio mais interessante é, ‘O que é o rock’n'roll neste mundo em mudança? ’ Por que, até certo ponto, o conceito do fã de música – o conceito da pessoa que compra música e escuta música pelo simples prazer da música – é uma idéia antiquada”.



O U2 parece que entendeu o propósito da coisa, apesar de no mesmo texto eles ressaltarem a queda nas vendas do seu último disco ‘No Line on the Horizon’, eles sabem que a internet é algo com que não podem lutar e que não irá acabar, este é o futuro. Resta saber, como tirar proveito e se manter inovador, em uma indústria que já há muito tempo está saturada. Vale ressaltar, que embora a venda de CDs tenha caído, nunca se consumiu tanta música como nos dias de hoje.

A banda que faltava nesta discussão acabou de entrar na sala, e agora, qual será o próximo passo desta “revolução musical”? Este é um assunto bem complexo, e com certeza não terminará neste post, vou terminar por aqui para não ficar mais cansativo do que já está, mas podem ter certeza que voltarei a falar do assunto...